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Consoles Digitais


Esta página será totalmente dedicada as mesas de som digitais, através dos Sub-Links vocês irão obter muito mais informações disponíveis.

Abaixo segue uma excelente matéria publicada na revista BACKSTAGE.

 

 

 

 O console Midas PRO6 foi desenvolvido para uso em sonorização ao vivo (PA e Monitor). Este modelo é o segundo sistema digital do fabricante e emprega tecnologias desenvolvidas a partir da XL8

Lançado recentemente no Plaza, o console já tem mais de 100 unidades encomendadas antes mesmo da apresentação ao público pela primeira vez em feiras internacionais. O sistema foi desenvolvido para ser compacto e poder ser comercializado em uma faixa de preço não muito elevada. A seguir, o Diretor de R&D da Midas, Simon Harrison, conta um pouco sobre o desenvolvimento do projeto, as características do console e as tendências no mundo do áudio digital.

Revista Backstage: Quantos engenheiros de mixagem de PA ainda trabalham com consoles analógicos? Esta preferência é uma questão de idade (geração) ou estilo musical?
Simon Harrison: Acho que existe uma série de fatores que interfere na escolha de um console analógico ou digital. Algumas vezes, é uma questão de familiaridade (ou idade), mas acho que é mais o que o engenheiro está tentando alcançar. Em uma situação de festival ou instalação fixa com muitos engenheiros de som “visitantes”, um console analógico pode fazer mais sentido porque não há tempo para aprender. Ainda não temos um padrão de se fazer o layout de um console digital, enquanto os projetos analógicos são todos relativamente similares. Por outro lado, no momento em que o recurso de snapshot recall é necessário, a solução digital é praticamente indiscutível. As questões práticas como espaço e custo de equipamento para uso externo também interferem na escolha. E, finalmente, muitos engenheiros ainda preferem consoles analógicos por razões de qualidade de som, muitos consoles digitais não soam tão bem quanto os analógicos, embora no Midas, nós acreditemos firmemente que o equipamento digital pode ser feito para soar ainda melhor que o analógico.

Backstage: Quando foi tomada a decisão de construir um console digital para PA no Midas?
Harrison: Foi feita uma série de estudos de viabilidade antes que eu me juntasse à companhia, mas o projeto que deu origem aos consoles XL8 e PRO6 começou, seriamente, em 2003.

Backstage: Que fatores foram considerados mais importantes quanto à operacionalidade e ao processamento de sinal durante o desenvolvimento da família XL8/PRO6?
Harrison:
Nossa prioridade era provar que podíamos fazer um console que tivesse uma qualidade de performance pelo menos no mesmo padrão que as nossas mesas analógicas. Estávamos cientes de que a percepção do mercado seria a de que você pode ter a conveniência de um console digital ou o som de um analógico, mas não os dois. O fato de que tínhamos diversos engenheiros na equipe que já tinham, cada um, trabalhado em diferentes consoles digitais para outros fabricantes nos deixou muito confiantes quanto à qualidade da engenharia de áudio. Entretanto, achamos que no ambiente de shows ao vivo (PA) havia novos desafios em termos de qualidade de som que não são comuns em consoles desenvolvidos para o estúdio. Por exemplo, se você gira o botão do equalizador em um console de estúdio e não encontra o nível ideal imediatamente, pode voltar e fazer de novo. Em uma situação ao vivo, você não tem uma segunda chance. Além disso, percebemos que os melhores equalizadores digitais eram mais lentos para operar que os analógicos – o que faz com que o operador tenda a mover o botão a um nível maior do que se está realmente querendo alcançar. Analisando cuidadosamente as diferenças entre os sistemas analógicos e digitais, conseguimos entender como o equalizador analógico dá “dicas psicoacústicas” sobre o movimento do botão e então pudemos moldá-lo no projeto digital. Outro exemplo é a forma como o console reage aos chamados “overloads”. Na verdade, alguns profissionais usam o “overload” como uma ferramenta criativa para “aquecer” o som, e os consoles Midas costumam soar bem quando os engenheiros trabalham assim. Sabíamos que consoles digitais tendem a soar muito mal em situações de “overload” e, por isso, era importante que o operador pudesse trabalhar com este estilo no console digital Midas, exatamente da mesma forma que está acostumado em um console analógico.

Backstage: O projeto se desenvolveu em quanto /tempo? E quantas pessoas formaram a equipe?
Harrison:
Temos uma equipe de aproximadamente 20 engenheiros no Midas / Klark Teknik. Algumas pessoas trabalharam em tempo integral no projeto do console digital, outros trabalharam em diferentes projetos ao longo do período, portanto o tamanho da equipe variou ao longo do processo. Investimos aproximadamente um ano e meio desenvolvendo a tecnologia, avaliando estudos de viabilidade em várias etapas do projeto etc, e então dois anos inteiros para desenvolver o XL8 como um produto propriamente dito.

Backstage: O PRO6 foi planejado desde o começo ou é o resultado de uma “demanda popular”?
Harrison:
Sempre planejamos uma linha completa de consoles. Temos uma linha completa de produtos analógicos e pretendemos atender aos mesmos tipos de aplicação com os produtos digitais. Como o PRO6 foi planejado desde o início, o desenvolvimento do projeto em si foi relativamente rápido, pois partiu do projeto do XL8 – a arquitetura de software, por exemplo, é comum aos dois produtos.

Backstage: A montagem de todos os componentes e do console é feita integralmente na Midas?
Harrison:
Não. Devido à complexidade de alguns desses componentes, contratamos parceiros externos que dispõem do maquinário específico. A montagem de PCBs dentro dos consoles, configuração e teste de sistemas são feitos no Midas.
Backstage: A central de controle do PRO6 e o DSP DL371 tem tripla redundância no que diz respeito à alimentação (energia). Eles operam em paralelo ou são projetados para que um seja ativado se o outro falhar?
Harrison: As três fontes operam simultaneamente e a 2/3 da capacidade apenas. Se uma falhar, as duas restantes facilmente fornecem corrente suficiente para uma operação normal.

Backstage: Os PSUs sobrevivem se, acidentalmente, forem alimentados com 380V AC, como às vezes acontece se o cabo neutro for confundido com a segunda fase?
Harrison:
Não. As fontes suportam voltagens normais de 100V a 240V, mas não são à prova de erros de conexão deste tipo.

Backstage: Há um software para PC disponível (ou em andamento) que permita criar, editar, carregar e salvar cenas com o status completo de operação da central de controle?
Harrison:
O software ainda está em desenvolvimento. Nós usamos o sistema operacional Linux dentro do console por razoes de estabilidade. A grande vantagem é que podemos ver cada linha de código que é usado e temos a possibilidade de criar nosso próprio sistema. A desvantagem é que não podemos simplesmente mover o código para um laptop genérico, portanto o projeto de criar o editor off-line leva um certo tempo.

Backstage: Como você vê o futuro dos sistemas de PA? Acredita que todos os processamentos de áudio externo e até o gerenciamento das caixas de som vão migrar para dentro dos consoles digitais ou isso será difícil, porque sempre haverá demanda para equipamentos específicos?
Harrison:
Não acredito que haja uma resposta simples para esta pergunta. É visível que muitos equipamentos de processamento de áudio estão migrando para dentro dos consoles, mas não tudo, como por exemplo: eu frequentemente vejo consoles digitais em cabines de controle de som (FOH) alimentando sistemas digitais de gerenciamento de caixas de som via equalizador gráfico analógico. O console digital pode até mesmo incluir um equalizador gráfico, mas por velocidade de operação e feedback visual, a caixa externa ainda tem preferência. É por isso que fornecemos um “controle remoto de equalizador gráfico” para os consoles digitais do Midas: são os Klark Teknik Rapide. Similarmente, do ponto de vista puramente técnico, não há razão para o processamento do gerenciamento de caixas de som não estar no console, mas, na prática, ele é frequentemente operado por um outro técnico, ou as caixas são fornecidas por uma empresa de locação diferente da que fornece o console… Sendo assim, do ponto de vista da “responsabilidade” faz mais sentido mantê-los separados. Você também precisa estar muito certo de que selecionando a “próxima cena” (next scene) no console, o set up dos crossovers não vai mudar – mesmo quando um engenheiro visitante chega em um festival com seu show da semana anterior gravado em um USB. Acho que engenheiros e bandas sempre terão alguns itens preferidos que vão querer usar em determinada turnê. Portanto, eu acredito que coisas simples como gates e compressores vão migrar para dentro dos consoles, mas ainda é muito cedo para o mercado sair se desfazendo de todos os racks de 19”.

PERGUNTAS MAIS FREQUENTES.

Quantas entradas o PRO6 tem?
O sistema standard tem 72 network inputs, “patcheaveis” a até 80 canais de processamento, dependendo da configuração do console.

Qual é o número máximo de entradas possível?
264 network inputs, dependendo da configuração do hardware.

Quantos mixes o PRO6 pode criar?
32 mixes AUX, mais Left, Right e Mono. Todos os mixes AUX podem ser configurados como pares stereo, com controles separados de nível e pan.

Quantas entradas simultâneas de canais de mixagem o PRO6 oferece?
Até 80, todos com EQ e dynamics processing, se 16 aux mix busses estiverem configurados como entradas de canais adicionais.

Quanto de hardware em racks?
O sistema standard usa duas unidades de rack 7U de 19”.

Posso fazer meu soundcheck virtual com o PRO6?
Sim, ele conecta-se diretamente a um gravador Klark Teknik DN9696 ou a qualquer outro gravador AES50, via cabos Cat-5. Pode-se fazer um switch nas entradas individuais para usá-las como entrada de microfone ou fontes de “tape return”.

Posso usar um gravador de hard disk com o PRO6?
Sim, utilizando-se um KT DN9696 ou qualquer outro gravador AES50 via cabos Cat-5, ou qualquer outro sistema de gravação, via conexões AES/EBU ou analógicas.

Posso conectar um equipamento MIDI ao console?
Nao há compatibilidade com MIDI ainda.

Quanto tempo o PRO6 leva para reiniciar (reboot)?
Menos de 30 segundos.

Posso rodar plug-ins no console?
Não. O PRO6 usa o sistema operacional Linux e a maioria dos plug-ins é projetada para rodar em Windows ou Mac OS.

O PRO6 tem algum recurso de som surround?
Sim. Normal stereo, SIS (Pan LCR), Quad (4 canais), LCRS (Left, Centre, Right, Surround) e Pan 5.1.

Posso fazer interface do PRO6 com outro equipamento de áudio digitalmente?
O PRO6 pode ser conectado a equipamentos de qualquer outro fabricante via AES3 (AES/EBU) e interfaces AES50.